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Prefeitura do Rio Endurece Fiscalização de Bebidas Após Casos de Intoxicação por Metanol

Em resposta às mortes registradas em São Paulo, o prefeito Eduardo Paes assina decreto que reforça o controle sobre a produção, armazenamento e comercialização de bebidas alcoólicas no município.

Em um esforço para prevenir a ocorrência de casos de intoxicação por metanol no Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PSD) publicou, no Diário Oficial desta quarta-feira (30), um decreto que endurece o controle e a fiscalização sobre produtores de bebidas alcoólicas. A medida ocorre em meio a uma onda de intoxicações por metanol que já resultou em cinco mortes no estado de São Paulo.

O decreto estabelece que produtores de bebidas de origem vegetal — exceto vinhos, vinagres e sucos de uva — devem seguir normas rigorosas de produção, armazenamento, transporte e comercialização. O descumprimento das regras pode levar a sanções como advertência, multa, suspensão ou até o cancelamento do registro.


 

Aviso à População e Medidas de Fiscalização

 

Em suas redes sociais, Paes alertou a população carioca para os riscos do consumo de bebidas de procedência desconhecida. “Fica ainda o alerta a toda a população: procurem não consumir destilados em locais onde não haja certeza de que foram adquiridos de distribuidoras confiáveis”, afirmou o prefeito.

A fiscalização ficará a cargo do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (SIM-Rio), que verificará se os rótulos contêm informações essenciais, como ingredientes, data de fabricação e validade. O órgão também vai assegurar que as bebidas estejam livres de componentes estranhos, alterações ou sinais de deterioração. O decreto ainda determina que fiscalizações adicionais sejam realizadas em caso de suspeita de surtos.


 

O Perigo do Metanol

 

O metanol (CH₃OH) é uma substância similar ao etanol, mas altamente tóxica. Incolor e com um odor semelhante ao do álcool comum, é difícil de ser identificado. Pequenas quantidades podem causar dores abdominais, cegueira permanente e até a morte. Ele é usado por produtores clandestinos para aumentar o rendimento e a potência das bebidas de forma ilegal e barata. Os sintomas de envenenamento podem demorar de 12 a 24 horas para se manifestarem. Segundo a organização Médicos sem Fronteiras, a taxa de mortalidade por intoxicação por metanol varia entre 20% e 40%.

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