Ex-chefe da pasta, a deputada-delegada apresentou uma emenda que exige que o cargo de secretário de Polícia Civil seja alternado entre homens e mulheres a cada mandato, visando promover equidade na instituição.
Em um breve retorno à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), a deputada Martha Rocha (PDT), que foi a primeira e única mulher a chefiar a Polícia Civil do estado, apresentou uma emenda com o potencial de transformar a instituição. A proposta, incluída no projeto de reestruturação da Polícia Civil, visa garantir a alternância de gênero no cargo de secretário da pasta.
Se aprovada, a emenda obrigará o governo a alternar, a cada mandato, a nomeação de homens e mulheres para o cargo de chefia. A escolha deverá ser feita entre delegados da classe mais elevada e com no mínimo 15 anos de experiência.
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Martha Rocha justificou a iniciativa, destacando a ausência de mulheres na chefia da Polícia Civil desde que deixou o cargo, há mais de uma década. “Já tem mais de 10 anos que deixei a chefia e até hoje nenhuma outra mulher foi cogitada para o cargo. Quero promover diversidade, representatividade e equidade. Uma medida que vai fortalecer a construção de uma Polícia Civil mais democrática, inclusiva e aberta a novas perspectivas de gestão”, afirmou a deputada.
Apesar de ter reassumido a Secretaria de Assistência Social da Prefeitura do Rio na última quinta-feira (11), Martha Rocha confirmou que retornará à Alerj para a votação do projeto. A proposta de reestruturação da Polícia Civil recebeu mais de 500 emendas dos parlamentares, e a de Martha Rocha se destaca por seu objetivo de institucionalizar a equidade de gênero na liderança da corporação.








